O Rock in Rio ocupa sete dias de setembro, mas o Rio tem muito mais a oferecer. Descubra o que fazer entre os shows e aproveite a cidade para além da Cidade do Rock

Você garantiu o ingresso, planejou os dias de show, estudou o lineup. Mas o Rock in Rio 2026 acontece em sete dias espalhados por duas semanas de setembro, e entre uma data e outra existe um Rio de Janeiro inteiro esperando. Quem vem de fora do Rio para curtir o festival, e que possivelmente vai aproveitar para explorar a cidade, a boa notícia é que o Rio de Janeiro é inesgotável de atividades, lugares e experiências para se jogar.
Esta matéria é para quem quer aproveitar o Rio de verdade, dentro e fora da Cidade do Rock. Aqui, você encontra dicas do que fazer nos intervalos entre os shows: do Centro ao morro, da orla às rodas de samba de segunda-feira.
Descubra o Centro Histórico do Rio de Janeiro
Saia da Barra da Tijuca: o Rio tem muito mais a explorar
O primeiro passo é tirar da cabeça a ideia de que o Rio se resume a Cristo, Pão de Açúcar e praia. A Cidade Maravilhosa tem um Centro Histórico capaz de ocupar um dia inteiro, ou mais, de passeio, com arquitetura, memória e gastronomia que nenhum hotel da Barra da Tijuca consegue oferecer.
A Praça XV é um bom ponto de partida. Ela está ligada a momentos decisivos da história do Brasil, como a chegada da família real portuguesa e o Dia do Fico, e serve de base para explorar o Centro a pé. Dali é possível caminhar até o Paço Imperial, as Igrejas do Carmo, da Lapa dos Mercadores, da Candelária, e tantas outras, além de lugares deliciosos como a Casa Cavé, a Confeitaria Manon e a Confeitaria Colombo, que quase um dia de visita. O CCBB Rio é outro espaço imperdível, e por isso mesmo, uma das melhores escolhas para incluir no roteiro, com programação cultural variada.
Pedra do Sal: onde o samba nasceu
A poucos quilômetros dali da Praça XV, ainda no Centro, em uma região conhecida como Pequena África, a Pedra do Sal é um dos lugares mais carregados de significado cultural e histórico do Rio de Janeiro. O local, tombado como patrimônio, é considerado um dos berços do samba carioca e está inserido nesse território ancestral, onde desembarcavam africanos escravizados e onde resistiu uma das mais ricas tradições da diáspora.

Às segundas-feiras, a roda de samba ao vivo na Pedra do Sal é um dos programas mais autênticos que o Rio oferece a qualquer visitante. Claro que você vai encontrar comida de rua, cerveja gelada, músicos e uma multidão que canta junto, mas não espere requinte, lá é tudo muito informal e quase nunca vai ter lugar pra sentar, mas pra sambar…
Santa Teresa: o bairro que é um estado de espírito
Santa Teresa, um bairro ainda da região central, não tem uma atração específica, apesar de ter lugares belíssimos para visitar. Tudo já começa na subida de bonde, o meio de transporte mais simbólico do bairro.
Santinha, como costumo chamar carinhosamente o bairro, tem uma atmosfera única e pra lá de especial. O bairro, que fica em uma colina entre o Centro e a Zona Sul, é ocupado por artistas, ateliês, restaurantes autorais, casas coloniais e mirantes com vistas que fazem o visitante parar no meio da rua de queixo caído.
O Largo das Neves, com sua Igrejinha que parece ter saído de uma cidadezinha de interior, o Largo do Guimarães, com muitas opções de restaurantes e ateliês, o Museu Chácara do Céu, com raras obras de arte, e o pitoresco Parque Glória Maria (antes chamado Parque das Ruínas) são pontos de referência, mas o melhor de Santa Teresa se descobre mesmo caminhando.

O bairro fica próximo do Centro e pode ser combinado com uma visita à Escadaria Selarón, no Lapa, que fica no caminho de descida, pegando a ladeira para o Convento. A região da Lapa é outra opção de visitação, que tem vida noturna intensa, com bares e sambas ao vivo que se estendem pela madrugada.
Pão de Açúcar e Cristo: os clássicos que continuam valendo
Para quem vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro, os dois ícones mais famosos da cidade são passeios que continuam entregando exatamente o que prometem. No Pão de Açúcar, a subida pelo bondinho já vale a viagem, e a vista inclui o Cristo ao fundo, a Baía de Guanabara e a orla de Copacabana de um ângulo que nenhuma fotografia reproduz com tanta exatidão.
A dica para o Cristo Redentor é ir ao final da tarde, quando a luz dourada banha o morro e as multidões começam a diminuir. A experiência muda completamente em relação à visita de manhã cedo, quando os grupos de turismo chegam em grande quantidade.
A orla: muito além da toalha na areia
Copacabana, Ipanema e Leblon são praias que oferecem muito mais do que sol e mar. Os quiosques que ficam espalhados ao longo da orla servem desde água de coco a pratos mais elaborados. Na Barra da Tijuca, mais perto de onde fica o festival, também existem ótimas opções de quiosques.
E se você já ouviu falar e nunca pensou em visitar a Ilha de Paquetá, que fica na Baía de Guanabara, tá “comendo farofa”, como costumo dizer quando a pessoa tá dando mole. Fique sabendo que essa é uma das saídas mais inusitadas para turistar no Rio. Sem carros e com uma atmosfera que parece suspensa no tempo, a ilha é acessível de barca pela região central do Rio e representa uma viagem dentro da viagem. Vale tirar um dia totalmente dedicado a esse passeio.
Para quem gosta de experiências ainda mais coletivas
A Feira de São Cristóvão, que fica em um pavilhão no Bairro Imperial de São Cristóvão (que vale também uma bela visita), é uma imersão na cultura nordestina com muita música, comida, artesanato e uma energia difícil de encontrar em qualquer outro lugar do Rio. A Feira Hippie de Ipanema, que rola aos domingos na Praça General Osório, reúne artistas, joias e peças únicas. Super vale dar uma passada por lá, assim como a Feira da Glória, que é um ícone carioca. E se você é daquelas pessoas que adora peixes e vida marinha, o AquaRio, no Porto Maravilha, ali bem pertinho do Museu de Arte do Rio (imperdível) e do Museu do Amanhã, é uma boa pedida para quem viaja acompanhado de crianças.

Dica de programação por dia da semana
Segunda-feira: Pedra do Sal à noite. O samba ao vivo começa por volta das 19h e vai até a madrugada. Terça e quarta: Centro Histórico pela manhã e Santa Teresa à tarde. Quinta: Pão de Açúcar ou Cristo, conforme o tempo. Sexta: praia e Zona Sul. Sábado: dia de curtir a Feira de São Cristóvão. Domingo: Paquetá para quem quiser uma pausa diferente.
E para se preparar melhor para os dias de festival, confira o nosso Guia prático do visitante do Rock in Rio 2026, com tudo sobre transporte, ingresso e o que levar para a Cidade do Rock.
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