Coronavírus: quais são os riscos de contaminação que corremos ao sair de casa?

Contaminações diretas e indiretas deixam população em alerta

contaminação

O Brasil caminha na direção para que se torne o novo epicentro da COVID-19 no mundo. O topo do pódio que ninguém deseja já foi ocupado pela China, pela Itália e, hoje, posiciona os Estados Unidos com maior número de infectados. A doença, causada pelo novo coronavírus, contudo, requer cuidados simples que evitam a contaminação direta.

Quem está atento tem feito o que consegue. Uma das principais medidas é o isolamento social. Ficar em casa é recomendado a todos que podem. Ouve-se muito, também, sobre desinfetar a casa, higienizar os alimentos comprados em mercados e as roupas sempre que voltar para casa. Entre boatos viralizados e recomendações de profissionais, fica difícil saber o que é, de fato, eficaz e o que não é. 

Tanto para quem precisa continuar trabalhando fora quanto para quem tem que, eventualmente, sair de casa, é ideal que se tenha a informação certa sobre os riscos reais e as formas de se proteger. Pensando nisso, reunimos informações concisas de profissionais para que você se informe de fontes seguras e contribua com a quarentena.

Lavagem da roupa assim que chegar em casa

Quem sai todos os dias para trabalhar deve, de fato, lavar a roupa sempre que chegar em casa. Com muitas horas de exposição em ambientes com outras pessoas, é necessário que se tome esse cuidado para não trazer o vírus para dentro do lar. Mas quem consegue fazer o isolamento social e sai ocasionalmente, por poucas horas, não precisa lavar a roupa ao vir da rua. 

Apesar de parecer algo arriscado, um estudo recente aponta para o fato que gotas virais não pousam nas roupas. Quem explica é a cientista e pesquisadora Linsey Marr do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados Unidos.

“É improvável que uma gota pequena o suficiente para flutuar no ar por algum tempo seja depositada nas roupas devido à aerodinâmica”, disse a pesquisadora. “Essas partículas seguem o fluxo de ar em torno de uma pessoa porque nos movemos relativamente devagar”, completa Marr, que prossegue:

“À medida que andamos, empurramos o ar para fora do caminho, e a maioria das gotículas e partículas também é empurrada para fora. Alguém teria que borrifar grandes gotas conversando, um cuspidor, tossindo ou espirrando para que pousassem em nossas roupas. As gotículas precisam ser grandes o suficiente para desviar de seu curso natural”.

Pelo mesmo motivo, cabelos e barbas também tem pequenos riscos de contaminação. Mesmo assim, é recomendada a higiene regular normal. Quanto às mãos, os especialistas são unânimes: devem sempre ser lavadas e nunca levadas ao rosto ou a boca em locais públicos.

Contaminação indireta por meio de superfícies contaminadas

Por ser um vírus novo, pouco ainda se sabe. Contudo, um importante estudo publicado pela New England Journal of Medicine fornece alguns dados importantes. O vírus vive por até 3 dias em superfícies rígidas, como plásticos e metais, e até 24 horas em superfícies maleáveis, como o papelão. 

Ou seja, no supermercado, é ideal que se use luvas e máscara. Ao mesmo tempo, sair para passear com o cachorro ou fazer exercícios é seguro se mantida a distância recomendada de dois metros entre duas pessoas. Contudo, apesar desses estudos, essas informações ainda não podem ser completamente aplicadas à situação do Brasil.

O ideal é que se evite, ao máximo, sair de casa. Essa é, de fato, a maior garantia de não contaminação. Ao mesmo tempo, nas situações em que há necessidade de deixar o lar, é bom entender o que realmente te deixa vulnerável e como proceder. Quem pode ficar em casa protege não só a si mesmo, mas todos que precisam sair. A ação diminui o número de pessoas nas ruas e nos ambientes públicos.

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