Variedades & Tecnologia

Rock in Rio abre a contagem regressiva com uma campanha para tirar a fome de cena

Sob a bandeira de que um mundo melhor só existe sem fome, o festival lança uma campanha para chegar à marca de 2 milhões de pratos doados

Rock in Rio contra a fome
Foto: Divulgação

Faltam 22 dias para os portões da Cidade do Rock abrirem, e a organização do Rock in Rio escolheu justamente esse momento para anunciar uma das ações mais robustas já feitas pelo festival dentro do movimento Por Um Mundo Melhor. Estivemos na coletiva de imprensa realizada hoje no Rio de Janeiro, onde o Rock in Rio contra a fome ganhou nome, meta e um número que impressiona: 500 mil pratos de comida já doados como largada da campanha “Um Mundo Melhor é um Mundo sem Fome”, em parceria com a Ação da Cidadania.

A meta é ambiciosa. O festival quer chegar a 2 milhões de pratos doados até o encerramento da edição, em 13 de setembro, e para isso não vai depender só da própria estrutura. O público entra na conta, e é justamente esse ponto que torna a ação diferente de tantas outras iniciativas de patrocínio que passam pela Cidade do Rock a cada edição.

Cobrir o Rock in Rio por aqui sempre foi mais do que falar de line-up e ingresso esgotado. A cada edição, uma das nossas prioridades é entender como o festival trata sustentabilidade, acessibilidade e impacto social, porque um evento desse tamanho tem a capacidade rara de transformar entretenimento em mobilização real. E foi exatamente esse tipo de iniciativa que ganhou o centro do palco na coletiva de hoje.

A campanha nasce de um diagnóstico duro. Segundo dados oficiais do IBGE, 54,7 milhões de brasileiros convivem com algum nível de insegurança alimentar, e 6,48 milhões enfrentam a fome. É esse cenário que motivou o festival a colocar a segurança alimentar no centro da edição de 2026.

Pela ação batizada de Eu Vou Doar, cada R$ 25 doados à Ação da Cidadania dão ao participante uma chance de concorrer a um par de ingressos para o festival, com até 1.000 ingressos sorteados ao longo da campanha. Quem preferir vestir a causa também pode comprar peças da coleção Por Um Mundo Melhor na loja oficial do evento: cada peça vendida reverte 50 pratos de comida para a Ação da Cidadania.

O Pratômetro que mede a doação em tempo real

Para dar transparência ao processo, o festival instalou hoje, na própria Cidade do Rock, um painel batizado de Pratômetro, que vai contabilizar ao vivo o total de pratos doados até o fim do evento. É um jeito simples de traduzir uma campanha de arrecadação em número visível, que qualquer visitante consegue acompanhar durante os dias de festival.

Uma parceria de 25 anos com a Ação da Cidadania

A escolha da Ação da Cidadania como parceira não é aleatória. As duas organizações já dividem histórico de combate à fome, e 2026 marca 25 anos dessa relação. Em 2024, o Dia Brasil do festival já havia gerado R$ 1,5 milhão em doações, equivalente a 1,5 milhão de pratos, beneficiando mais de 90 mil pessoas em sete estados.

Para Daniel de Souza, presidente da Ação da Cidadania, a força do Rock in Rio está na capacidade de conversar com milhões de pessoas de uma vez, e transformar essa audiência em alimento na mesa de quem precisa é o que dá sentido à parceria.

A campanha contra a fome não é a única novidade social da edição. No dia 13 de setembro, último dia de festival, o público vai acompanhar um show de 1.500 drones a 300 metros de altura, ocupando até 400 metros de largura no céu da Cidade do Rock. São dez minutos de apresentação e cerca de dez imagens distintas, todas construídas em torno do propósito Por Um Mundo Melhor, no que a organização descreve como o maior espetáculo do tipo já feito dentro de um festival na América Latina.

O tradicional leilão Fans For Change também ganha um contorno diferente em 2026: toda a arrecadação da edição será revertida para a Ação da Cidadania. O leilão reúne itens de desejo assinados ou usados por artistas e, ao longo das edições, já destinou mais de R$ 1,5 milhão para causas sociais.

Um propósito que nasceu junto com o festival

O Por Um Mundo Melhor não é um selo recente. A ideia acompanha o Rock in Rio desde 1985, quando a primeira edição virou símbolo de esperança em um Brasil que saía da ditadura militar. O propósito ganhou forma institucional em 2001, ano dos famosos três minutos de silêncio durante o festival, e desde então se desdobra em ações de curto, médio e longo prazo, da resposta a urgências sociais até projetos ambientais como o Amazônia Live, que já passa de 4 milhões de árvores plantadas.

Para Ana Deccache, diretora de marketing da Rock World, a escolha da fome como pauta de 2026 parte de uma lógica simples: sem segurança alimentar, não existe espaço para pensar em educação, trabalho ou futuro.

O que chama atenção nessa edição não é só o tamanho da meta, mas o jeito como o festival tenta transformar quem assiste em quem participa. Para um portal que acompanha de perto as questões sociais, de sustentabilidade e de acessibilidade que atravessam o Rock in Rio a cada edição, ver uma campanha dessa magnitude ganhar forma antes mesmo da abertura dos portões é um lembrete de que o maior show do festival, às vezes, acontece fora do palco.

Como participar: doação de R$ 25 pela ação Eu Vou Doar, com sorteio de até 1.000 pares de ingressos, ou compra da coleção Por Um Mundo Melhor na loja oficial

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.