A primeira noite do Rock in Rio 2026 teve Foo Fighters, Rise Against e Capital Inicial. Veja como foi a abertura do festival na Cidade do Rock

A sexta-feira, 4 de setembro, marcou a abertura oficial do Rock in Rio 2026 na Cidade do Rock, com atrações nos palcos Mundo e Sunset, que vieram com uma pegada bem roqueira, fechando a noite com o Foo Fighters. Mas vale lembrar que o festival segue com a cara de sempre: eclético. Enquanto o rock dominava os palcos principais, a Global Village trouxe outros ritmos e o Supernova ficou por conta de humor e estilos variados.
Os portões abriram pontualmente às 14h, e o que se viu logo na entrada foi aquela corrida já conhecida de quem frequenta o festival há anos, com gente visivelmente emocionada por finalmente pisar na Cidade do Rock depois de meses de expectativa. Passada a euforia inicial, os estandes de ativação de marcas ficaram cheios ao longo de toda a tarde, e as filas, mesmo grandes, andavam em ritmo relativamente rápido. É a prova de que essa engrenagem, montada e testada há mais de quatro décadas, continua funcionando com a naturalidade de quem já sabe exatamente o que está fazendo.
O Palco Mundo reuniu Nova Twins, The Hives e Rise Against antes de fechar com o grande nome da noite, o Foo Fighters, liderado por Dave Grohl. A banda já é praticamente uma velha conhecida do Rock in Rio, mas dessa vez a apresentação veio com um gostinho diferente: Dave Grohl pareceu mais solto no palco, interagindo bem mais com o público, conversando, criando aquela troca que fez a apresentação fluir de um jeito que quem já viu a banda antes sentiu na hora que era diferente.
O Palco Sunset, que já deixou há tempos a fama de coadjuvante e vem se firmando como um espaço tão forte quanto o Mundo, teve dois momentos particularmente especiais. Di Ferrero abriu a tarde sob sol forte e com o público ainda se formando, mas isso não impediu uma energia gostosa de tomar conta do gramado, com a plateia cantando junto e se entregando de um jeito emocionante. Mais tarde, foi a vez do encontro entre Detonautas e Biquíni: a química entre Tico Santa Cruz e Bruno Gouveia, vocalista do Biquíni, rendeu hit atrás de hit e deixou claro que essa junção entre as duas bandas é puro acerto. Depois deles, o Capital Inicial encerrou a programação do palco com a participação de Dado Villa-Lobos, emocionando quem acompanha de perto uma trajetória de décadas do rock nacional. Hot Milk também passou por ali, completando um line-up que garantiu plateia lotada do início ao fim.
Fora dos dois palcos principais, a programação seguiu circulando por outros espaços da Cidade do Rock, cada um com sua própria identidade. Steve Angello levou eletrônica ao New Dance Order, Diogo Defante ficou responsável pelos momentos de jinção entre música e comédia no Supernova, e a Global Village recebeu nomes como Giovana Moraes, Leela e Paulinho Moska em uma programação musical bem diferente da que tomava conta dos palcos principais. Ou seja, quem quisesse fugir um pouco do rock também tinha para onde ir.
Vale registrar também o clima de quem chegou cedo à Cidade do Rock. Durante a tarde, o público ainda era mais enxuto, com o movimento se espalhando aos poucos pelas áreas de alimentação e pelos espaços de experiência do festival. Conforme o sol foi baixando, esse cenário mudou, e a Cidade do Rock foi ganhando gente a cada hora, até chegar bem mais cheia para os shows do fim da noite, em especial para o momento do Foo Fighters no Palco Mundo.
Fora dos palcos, a Cidade do Rock também deu o que falar por conta das ativações de marcas, que neste ano somam mais de 100 experiências espalhadas pelo festival. Segundo a CNN Brasil, o público vai poder sair de lá com parte de um total de cerca de 1 milhão de brindes distribuídos ao longo dos sete dias, entre minicâmeras, shoulder bags, pins, leques e caixas de som. Em algumas ativações, a fila andava rápido e a experiência funcionava redondinha. Mas nem todas tiveram esse ritmo: reportagem do NC News mostrou que, logo no primeiro dia, alguns fãs encararam mais de uma hora de espera para garantir os itens mais concorridos.
E é aqui que vale um comentário mais publicitário, que é meu “lugar de fala”, sobre o assunto. Uma hora de fila não é o problema em si, é possível fazer isso de um jeito até divertido. O problema é uma hora de fila parado, sem sombra, debaixo do sol forte da tarde carioca, sem nenhum tipo de interação para ocupar quem está esperando. É um ponto de atenção real para as marcas: ou repensam a logística para reduzir esse tempo de espera, ou usam esse próprio tempo como parte da experiência, com dinâmicas, telas, música, qualquer coisa que transforme a espera em conteúdo em vez de desgaste. Cuidar de quem fica em pé debaixo do sol hoje é uma questão de reputação de marca tanto quanto o brinde entregue no fim da fila.
Vale lembrar que esta edição do Rock in Rio segue até o dia 13 de setembro, com um intervalo de três dias entre os dois fins de semana de shows. Depois deste primeiro momento o festival muda de tom aos poucos, recebendo nomes como Calvin Harris, Elton John, Stray Kids, Maroon 5 e Twenty One Pilots como headliners dos próximos dias.
Para quem for à Cidade do Rock nos próximos dias, vale reforçar a recomendação de sempre: priorizar o transporte público para chegar e voltar do Parque Olímpico, conferir com antecedência os itens permitidos na entrada e ficar de olho em eventuais mudanças de horário na programação oficial do festival.
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