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Seychelles: como chegar e aproveitar o paraíso

Descubra como viajar para Seychelles, conheça a história do arquipélago, dicas culturais e práticas para aproveitar esse destino paradisíaco com segurança e responsabilidade

Seychelles
Templo Hindu Arul Mihu Navasakthi Vinayagar

Aninhada bem no coração do Oceano Índico, o arquipélago de Seychelles é formado por 115 ilhas de origem granítica e coralina, cercadas por um mar azul-turquesa e exuberantes florestas tropicais. Este destino singular, cada vez mais procurado por viajantes brasileiros, oferece experiências que vão muito além de suas praias platinadas: é um verdadeiro convite à contemplação da natureza, à vivência de culturas diversas e à prática de um turismo consciente. E vai por mim, vale cada milha viajada. É longe? É. Cansa pra chegar? Com certeza, ainda mais se você não fizer paradas estratégicas além das escalas, mas mesmo assim, vale muito!

Seychelles guarda uma história fascinante. Embora as ilhas fossem conhecidas por navegadores árabes desde a Antiguidade, foi apenas no século XVIII que os franceses estabeleceram os primeiros assentamentos permanentes. Mais tarde, o arquipélago ficou sob domínio britânico até conquistar sua independência em 1976. Ou seja, como nação independente, ele tem só um aninho a mais do que esta viajante aqui que vos escreve. E foi justamente essa trajetória que moldou um mosaico cultural vibrante, refletido nas três línguas oficiais: o inglês, o francês e o crioulo seychellense. Essa diversidade linguística facilita a comunicação e enriquece as trocas culturais com quem visita o país.

Além de ser um destino de natureza incomparável, Seychelles também é um exemplo mundial de conservação ambiental. Aproximadamente 50% do território do arquipélago está protegido por reservas naturais e parques marinhos, uma política que visa preservar seus ecossistemas frágeis e únicos. Entre eles, o Vallée de Mai, na ilha de Praslin, se destaca. Esse lugar incrivelmente lindo foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO e é considerado por alguns como o possível local original do mítico Jardim do Éden, graças à uma viagem no melhor estilo “O fantástico mundo de Bob” ((eita, entreguei minha idade aqui), de um general inglês, que visitou o local no século 19 e por lá encontrou a enigmática palmeira Coco de Mer, que produz a maior semente do mundo, juntou mais outros detalhes meio cabalísticos do Livro do Gênesis e… é, criou essa teoria aí.

E se você já está pensando em visitar este paraíso, é importante estar atento às regras de entrada. Brasileiros não necessitam de visto para ingressar no país, mas todos os visitantes devem obter obrigatoriamente uma autorização de viagem, que deve ser solicitada exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Fronteiras de Seychelles, disponível no site oficial do governo. As autoridades alertam para o risco de golpes, já que tem uns espertinhos aí fazendo sites fraudulentos que têm cobrado taxas muito superiores ao valor oficial, de 10 euros. Então, caro viajante, é fundamental que você use apenas a plataforma oficial, evitando dissabores logo na chegada.

Outro requisito indispensável é a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela, com validade a partir de 10 dias após a aplicação da vacina, além, obviamente, das reservas de hospedagem e passagens de retorno.

Atualmente, várias companhias aéreas operam rotas facilitadas para Seychelles, todas com conexões práticas a partir de São Paulo. Entre as opções, destacam-se voos com a Emirates (via Dubai), Qatar Airways (via Doha), Turkish Airlines (via Istambul), Ethiopian Airlines (via Addis Abeba), e conexões pela África do Sul com a Latam ou South African Airways (a minha escolha), em parceria com a Air Seychelles. Além disso, é possível combinar trajetos através de outras cidades europeias, tornando o acesso ao arquipélago cada vez mais conveniente para quem viaja a partir do Brasil.

Seychelles

No dia a dia, Seychelles é um destino plural, com um povo muito acolhedor e querido. A moeda oficial é a rúpia seychellense, mas tanto o euro quanto o dólar americano são amplamente aceitos em hotéis, restaurantes e lojas, mas é sempre bom ter algumas rúpias trocadas para as barraquinhas de rua, que aliás guardam ótimas surpresas. O clima tropical, com temperaturas que variam entre 23°C e 30°C, muito semelhante ao nosso, favorece viagens ao longo de todo o ano. Mas é nos meses de novembro a abril que se concentram as chuvas, enquanto de maio a outubro o tempo tende a ser mais seco, ideal para atividades ao ar livre, como mergulho, snorkeling, caminhadas e passeios de barco.

Entre as experiências imperdíveis, estão as trilhas em reservas ecológicas, visitas aos mercados locais com seus produtos típicos, e a apreciação da gastronomia crioula, que combina influências africanas, francesas, indianas e chinesas em pratos saborosos e pra lá de autênticos. Para quem busca contato mais profundo com a cultura local, espetáculos de dança tradicional, como o moutya e o sega, são oportunidades de imersão, mas é bom escolher um lugar realmente preocupado com a transferência cultural, e não aqueles caça turistas que a gente sabe bem que existe aos montes em toda canto do mundo.

Seychelles também lidera iniciativas de turismo sustentável, promovendo políticas que incentivam práticas responsáveis, como o respeito à vida marinha e a redução do uso de plásticos. Assim, quem escolhe viajar para lá contribui para a preservação deste ecossistema singular, participando de uma cadeia de turismo consciente que valoriza a natureza e a cultura locais.

Curiosamente, além de toda a beleza natural, Seychelles também abriga uma das menores capitais do mundo: a fofinha Victoria, localizada na ilha de Mahé. Apesar do tamanho, a cidade oferece atrações encantadoras, como o colorido mercado Sir Selwyn Selwyn-Clarke, construído em 1840, o Jardim Botânico para apreciar as gigantescas tartarugas de Seychelles, uma subespécie de tartaruga terrestre rara, que chegou a entrar em extinção, o emblemático relógio Victoria Clocktower, que embora alguns digam ser inspirado no Big Ben londrino, outros dizem ser uma referência ao que fica no cruzamento da Vauxhall Bridge Road com a Victoria Street, além do colorido e belíssimo Templo Hindu Arul Mihu Navasakthi Vinayagar.

Viajar para Seychelles vai muito além de apenas conhecer praias de sonho, aliás, se você fizer uma pesquisa aqui pelo Embarque na Viagem, vai encontrar várias matérias falando sobre as ilhas também, claro! Mas Seychelles é bem mais que isso, é descobrir uma história rica, uma cultura vibrante e contribuir para a preservação de um dos paraísos naturais mais protegidos do planeta.

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