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Alimentação pode ser aliada ou vilã no quadro de ansiedade

Atenção, muitas pessoas identificam os alimentos mais gordurosos e ricos em açúcar como uma alternativa atrativa para promover momentos de prazer imediato.

Alimentação

Com a ansiedade tornando-se mais frequente por conta da pandemia, muita gente vê os alimentos mais gordurosos e ricos em açúcar como uma alternativa atrativa para promover momentos de prazer imediato. O problema é que isso pode criar um círculo vicioso. Motivo? Segundo a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Isadora Kaba, a escolha pode colaborar para acentuar ainda mais o quadro de ansiedade.

“O excesso de açúcar na alimentação pode gerar alteração do humor e piorar a ansiedade. Além de predispor ao aumento de peso, os doces promovem a desregulação do controle glicêmico e, consequentemente, o aumento da produção de cortisol, o hormônio do estresse”, explica a especialista.

A nutricionista destaca que, por isso, em alguns quadros, é possível que o consumo de alimentos gordurosos e doces colabore para o desenvolvimento de compulsão alimentar, ou seja, o consumo de grande quantidade de alimentos calóricos em um curto intervalo de tempo. “O estilo de vida atual nos expõe a um estado de ansiedade e estresse crônico. Esse cenário pode ser potencializado por uma alimentação não saudável, pela maior ingestão de álcool, privação de sono e falta de atividade física”, reforça.

Na contramão, há alimentos que podem trazer benefícios a quem sofre de ansiedade. Estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition aponta que a adesão a uma dieta saudável – rica em grãos integrais, produtos lácteos com baixo teor de gordura, vegetais e oleaginosas – implica menor chance de distúrbios como a ansiedade, depressão e mal estar psicológico.

Alimentação

“É sempre útil lembrar do conselho que a frase ´desembale menos, descasque mais´ embute. A deficiência de triptofano, e consequentemente de serotonina, está ligada ao desenvolvimento de doenças como depressão, ansiedade e obesidade. Portanto, quanto mais a alimentação for caseira, com menos produtos industrializados e mais temperos naturais, melhor”, aconselha Isadora Kaba.

O que incluir na rotina

– Alimentos fonte de triptofano: feijões, soja, lentilha e grão-de-bico, leite e derivados, como queijos, iogurte e kefir; chocolate amargo, frutas como abacaxi, banana, kiwi; cereais integrais como aveia e quinoa; sementes como chia, linhaça e semente de abóbora; e oleaginosas, como nozes.

– Alimentos ricos em fibras: frutas, farelos, sementes e grãos integrais, laticínios magros, carne bovina magra, peixes, aves sem pele e ovos, além de fontes de gorduras boas em quantidade moderada, como abacate e azeite extravirgem.

Para substituir o doce

Frutas mais adocicadas, como manga, banana, pera, maçã e abacaxi. Outra dica é acompanha-las com um pouco de canela, raspas de gengibre, limão ou laranja, pois aliviam ainda mais a vontade de alimentos doces. Outra dica é misturar uma colher de sobremesa rasa de cacau a uma colher de sobremesa de cacau nibs e uma banana nanica – que pode ser substituída por uma colher de sobremesa de uvas passas.

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