Dicas & Destinos

Highway 50 – A estrada mais solitária dos Estados Unidos

Em julho de 1986, a revista Life descreveu a U.S. 50 de estrada mais solitária da América. A publicação disse que não havia nenhuma atração ou ponto de interesse pelos 460 quilômetros da estrada e recomendou que os motoristas tivessem “habilidades de sobrevivência” para viajar para lá.

Às vezes, um apelido pega, e rapidamente funcionários do turismo transformaram o insulto em uma campanha de marketing de muito sucesso. Desde então, a Highway 50 é uma das rotas mais históricas e paisagísticas e recebeu destaque em revistas e jornais em todo o país.

Alguns pontos de interesse ao longo da rodovia são: trem fantasma em Ely; Hickison Summit e Grimes Point, onde desenhos deixados por antigas tribos nas rochas ainda são visíveis hoje; Stokes Castle, construído em 1897 por um milionário excêntrico; e a Sand Mountain, uma duna de 180 metros de altura criada pelas areias das praias de um mar pré-histórico que cobriu uma vez Nevada.

8 Comentários

  1. Pingback: Embarque na Viagem

  2. 7 de maio de 2018 ás 07:29 Responder
    Yara Silva

    Parabéns Geraldo , belo modo de contar suas aventuras .. Adorei espero que faça um livro contando tudo .. E espero conseguir ler ele .
    Boa sorte vc merece !

  3. 31 de maio de 2015 ás 00:53 Responder
    Geraldo N. O. Justiniano

    Sou um eterno admirador de estradas, quanto mais solitárias melhor. Já fiz várias viagens por estradas isoladas da Amazônia brasileira e boliviana. Tenho muitas histórias para contar e que serão narradas no momento oportuno. Quase sempre viajo de motocicleta e tive mais sorte do que percalços; é claro que um mínimo de planejamento se faz necessário. O meu maior temor é a motocicleta quebrar no meio do nada. Houve vezes que a motocicleta quebrou, sim, no meio da estrada, mas sempre apareceu alguém para me socorrer. Uma vez o pneu da motocicleta furou, eu mesmo tive que desmontar a roda e fazer o conserto; ainda bem que levava comigo ferramentas, remendo e cola. Isto aconteceu na BR 364 a 130 km de Porto Velho, sentido Rio Branco. Foi à uma da tarde, debaixo de um sol escaldante e no meio de uma formosa campina. Numa outra ocasião, a corrente da motocicleta quebrou entre as cidades de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, sobre a BR 425, às oito da noite, nas trevas, com a lanterna de um celular para me iluminar, e sem ferramentas para fazer o conserto. O jeito foi andar até uma fazenda próxima. Por sorte o dono da fazenda tinha as ferramentas. Porém, tive de contornar a desconfiança do homem da fazenda, já que ninguém confia em estranhos noturnos por aqui. Vou contar mais um incidente que me aconteceu na rodovia que liga a cidade de San Borja à cidade de San Ignácio de Velasco, na Amazônia boliviana. Era a primeira vez que andava nessa rodovia e me informaram que a distância entre as duas cidades era de aproximadamente 100 quilômetros; fiz meus cálculos e decidi encarar a viagem. Saí de San Borja às quatro da tarde e pretendia chegar a San Inácio às oito da noite, a mais tardar, às nove. Enquanto houve sol a viagem foi uma maravilha. Florestas permeadas por campinas e cerrados. Passei por pequenos povoados que lembravam os lugares da minha infância. Todavia, o calvário estava por acontecer. A noite caiu com seu manto preto e a estrada se tornou cada vez mais solitária. Nenhum sinal da presença humana, a não ser a própria estrada. No meu percurso lento e temeroso eu era vigiado o tempo todo por grandes olhos que brilhavam com a luz do farol da motocicleta. A estrada se converteu num amontoado de areia remexida pelas máquinas que durante o dia lhe faziam manutenção. À medida que eu penetrava na floresta amazônica, o chão da estrada ficava rijo, argiloso e de coloração avermelhada. Era floresta de um lado e do outro da estrada. Eu viajava no estio, porém, marcas de atoleiros de veículos da época chuvosa começaram a aparecer. Sou diabético, e lá pelas tantas, sem me alimentar direito, a glicose começou a faltar no meu corpo. Nem cerca de arame, nem mugido de gado, nem latido de cachorro, nada. Solidão por toda parte. De repente caí. Quando percebi, eu estava imóvel com a moto por cima da perna. A moto funcionando, a marcha engatada e a roda traseira girando. Desliguei a moto, tentei soltar a perna, e nada. Estava completamente esgotado pela viagem, pela falta de alimentação e pela diabetes. Fiquei assim, prensado, imóvel na estrada. Era de madrugada, uma da manhã, esperando alguém aparecer para me socorrer. Mais ou menos uma hora depois, apareceu um ônibus carregando um monte de gente dormindo. O motorista e o seu ajudante desceram para me socorrer. Pude notar a cara de espanto que fizeram ao me verem feito um bacurau no meio da estrada. Perguntavam: “que houve, que houve”. Retiraram a moto de cima de mim, levantei-me, um pequeno adormecimento na perna esquerda, conferi o estado da moto, procurei por alguma coisa que tivesse me derrubado e nada. Mais uma vez tive sorte na estrada, pilotei a moto por mais trinta quilômetros até meu destino, durante algum tempo fui seguido pelo ônibus que somente me ultrapassou quando perceberam que eu estava bem.

    • 7 de abril de 2016 ás 20:17
      Frederico

      Ow Geraldo, saudações.. por um acaso achei seu relato aqui, mas achei mto inspirador, emocionante. Sou meio medroso, não me aventuraria assim, mas se não me engano , pelo que entendi pretendes fazer algum documentario, algum relato sobre suas experiencias. gostaria de ler, gosto de histórias assim. Comunica aew, ganhou um admirador e leitor.. ” )

      Saúde e paz pra vc, e mto sucesso. Boas motocadas pra vc.

    • 7 de outubro de 2016 ás 10:23
      LUCCA OZORIO DO NASCIMENTO

      Admirado com sua habilidade com as palavras e me motivou ainda mais a obter minha habilitação de moto, e quem sabe um dia, me aventurar por esse Brasil e países vizinhos. Seu texto sensacional. Parabéns!

    • 11 de janeiro de 2017 ás 02:33
      Graciela Ferreira de oliveira

      Olá ,eu como leitora apaixonada por contos e aventuras , me apaixonei pela forma como relatou suas aventuras…. Me encantei !!!

    • 12 de março de 2017 ás 11:05
      Kaleb

      Geraldo poderia me mandar um e-mail?
      kalebdript@hotmail.com
      Sua história é incrível, sem falar que você domina o português de uma forma incrível.

    • 8 de março de 2020 ás 20:20
      Lucas

      Você diz – no momento oportuno irei narrar minhas histórias ,
      Na vdd pensei que ia escrever sua biografia aí no sit kkkkkk tá doido vai gosta de escrever assim lá longe kkkkkkkkkk

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