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Nos dias 11 e 12 de maio acontecerá o “Seminário Crônicas Cariocas” no MAR

Evento on-line, com transmissão ao vivo pelo Youtube, contará com a participação de nomes como Conceição Evaristo e Luiz Antônio Simas

Seminário Crônicas Cariocas

O Museu de Arte do Rio, sob a gestão da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), realiza nos dias 11 e 12 de maio o Seminário Crônicas Cariocas. Parte do programa que integra a exposição “Crônicas Cariocas”, prevista para ser inaugurada pelo museu em setembro deste ano, o seminário on-line pretende refletir a respeito das contações e fabulações de nossas histórias cotidianas segundo o ponto de vista de autores de diferentes vivências e repertórios. A conferência, que terá transmissão ao vivo pelo canal do MAR no Youtube, contará com a participação dos curadores da mostra: Conceição Evaristo, escritora e professora; Luiz Antônio Simas, escritor, professor, historiador e compositor; Marcelo Campos e Amanda Bonan, integrantes da equipe de curadoria do MAR.

Filho da imprensa, o gênero da crônica, surgido no século XIX, foi o lugar onde a literatura pôde explorar seu interesse pelas “coisas miúdas”, os pormenores da rua e os detalhes das vidas anônimas, distantes dos holofotes dos grandes eventos. Muito além dos meios oficiais dos jornais, os cariocas contam suas histórias no dia a dia do trabalho; na convivência com a vizinhança; nas festas, no samba e no baile funk; nas feiras e mercados populares; nos mais diversos rituais religiosos, entre tantas outras circunstâncias. À luz do presente, queremos ouvir nossos convidados refletirem sobre a potência da ficção como ferramenta transformadora da realidade.

A primeira mesa do seminário, “Escrevivências”, será realizada no dia 11 de maio e contará com a participação de Conceição Evaristo, Marcelo Campos, Brenda Lima (poeta, cantora e mobilizadora cultural), Jessé Andarilho (escritor) e Fernando Porto (educador do MAR). A mesa discutirá como a periferia carioca tem contado suas histórias a partir da experiência de circulação e trânsito na cidade, da reivindicação da oralidade, dos saberes ancestrais e da afirmação de uma epistemologia própria. 

No segundo dia do seminário, saberes populares, indígenas e trans ganham espaço na mesa “Narrativas na encruzilhada”, que busca enfatizar a produção de sentido para além do projeto colonial, racista e heteropatriarcal que constitui as formas oficiais de narrar. Desejo, encantamento e fabulação instituem a encruzilhada ante a narrativa linear. A conversa contará com a presença de Luiz Antônio Simas, Amanda Bonan, Amara Moira (escritora e pesquisadora), Miguel Vera Mirim (artista fotógrafo e cineasta) e Maria Rita Valentim (educadora do MAR).

Os interessados devem efetuar inscrição por meio de formulário disponibilizado nas redes sociais e no site do MAR.

Programação “Seminário Crônicas Cariocas:

  • Terça-feira, 11/05 – 11h às 13h

Mesa 1 – Escrevivências 

Apresentação: Marcelo Campos, curador-chefe do MAR

Conceição Evaristo, escritora e professora

Brenda Lima, poeta, cantora e mobilizadora cultural

Jessé Andarilho, escritor

Fernando Porto, educador do MAR

Sinopse: A mesa discutirá como a periferia carioca tem contado suas histórias a partir da experiência de circulação e trânsito na cidade, da reivindicação da oralidade, dos saberes ancestrais e da afirmação de uma epistemologia própria. Aqui, vigora a indistinção entre vida, história, literatura e rua. Tudo é fruto de uma mesma obra. 

  • Quarta-feira, 12/05 – 15h30 às 17h30

Mesa 2 – Narrativas na encruzilhada 

Apresentação – Amanda Bonan, gerente de curadoria do MAR

Luiz Antônio Simas, escritor, professor, historiador e compositor

Amara Moira, escritora e pesquisadora

Miguel Vera Mirim, artista fotógrafo e cineasta

Rita Valentim, educadora da Escola do Olhar

Sinopse: Saberes populares, indígenas e trans ganham espaço nesta mesa, que busca enfatizar a produção de sentido para além do projeto colonial, racista e heteropatriarcal que constitui as formas oficiais de narrar. Desejo, encantamento e fabulação instituem a encruzilhada ante a narrativa linear. 

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