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Certas atrações deveriam estar em todos os Rock in Rio. O Slipknot é uma delas

No último dia de rock do Rock in Rio (antes do fim de semana Pop), embora os 85 mil ingressos tenham se esgotado, todos ficaram com a impressão de que a Cidade do Rock recebeu menos pessoas nesta sexta-feira. O calor deu uma folga e até uma tímida chuva caiu no início da noite.

O show especial criado para abrir a programação do Palco Sunset chamado “Clássicos de Terror” entregou aquilo que se esperava dele: covers de canções clássicas de filmes de terror. De Halloween a Caça-Fantasmas, passando por Psicose e até à uma homenagem ao brasileiro Zé do Caixão. Tudo trabalhado com trechos de imagens dos filmes exibidos no telão ao fundo do palco.

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E não é que o terror chegou ao Rock in Rio! De repente, o sol desapareceu e nuvens assustadoras de chuva se aproximaram da Cidade do Rock. Será que o som “demoníaco” da grande brincadeira de André Moraes, André Abujamra, Constantine Maroulis e a The Heavy Metal All Stars irritou São Pedro?

Segunda atração do Palco Sunset a banda portuguesa de metal gótico Moonspell fez sua estreia na edição brasileira do festival ao lado de Derrick Green, vocalista do Sepultura.

Já o Nightwish foi a terceira banda a tocar no Rock in Rio e fez uma apresentação perfeita com a participação dos fãs que cantaram do início ao fim. O show da banda finlandesa foi um daqueles do Sunset que teriam vez no Palco Mundo.

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No encerramento do Sunset, Steve Vai apresentou um show vibrante com a Camerata Florianópolis fazendo a guitarra “falar”, com vários momentos de interação com a plateia e arranjos interessantes com a orquestra.

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PALCO MUNDO

Na abertura do Palco Mundo, o De La Tierra – um projeto paralelo tocado por músicos latinos: o brasileiro Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura), o mexicano Alex González (baterista do Maná) e os argentinos Andrés Giménez (guitarrista e vocalista do A.N.I.M.A.L) e Sr. Flávio (baixo e vocal do Los Fabulosos Cadillacs) – tocou todas as músicas de seu único disco, lançado em 2014. São faixas de nomes curiosos, como “Somos uno”, “San asesino”, “Maldita historia”, “Chaman de Manaus” e “Reducidores de cabezas”.

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Estreando no Brasil, o show do Mastodon poderia ter sido maior. Além de surpreender pelo vigor em cima do palco, a banda despertou atenção por não ter um vocalista definido. Todos do Mastodon cantam – às vezes se revezando na mesma música –, mostrando, cada um deles, uma personalidade vocal diferente.

A apresentação do Faith no More foi morna, e ficou marcada pelo erro de Mike Patton, vocalista do Faith no More, que mirou a plateia e acertou a grade caindo no fosso dos fotógrafos. Ele pulou da passarela que fica em frente ao palco, tentando ir direto ao público. Mas o salto foi mal calculado e ele acabou caindo entre o fosso onde ficam os fotógrafos e a grade. O show estava na terceira música, “Caffeine”, quando Mike Patton deu o salto frustrado. Depois, ele tentou minimizar o acidente. “Tranquilo”, disse ele.

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Foto: Divulgação Rock in Rio/Ana Lúcia Araújo – Estácio

O Slipknot retornou ao festival após se apresentar em 2011 e foi a única a ganhar totalmente a plateia. Em 2011, o Slipknot fez grande abertura para o Metallica, e com muito merecimento esse ano chegou ao Rock in Rio como atração principal. Como no Rock in Rio 2011 o Slipknot refez a sentada no chão com pulo coletivo na música “Spit it out”.

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O Slipknot mostrou um som pesadíssimo desde o começo. Só deu para respirar um pouco no início mais calmo de algumas faixas. Começou alucinante, com “Sarcastrophe” e “Heretic Anthem”. Um grande filme de terror: este foi o cenário do show do Slipknot. Os mascarados fizeram a Cidade do Rock explodir com hits dos mais de 20 anos de carreira.

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O vocalista Corey Taylor ainda pediu para que o público cantasse parabéns para Michael Shawn Crahan, percussionista da banda que fez aniversário na última quinta-feira, 24. Realmente o Skipknot justificou sua “promoção” para atração principal do Rock in Rio com um show intenso. Canções do disco .5: The Gray Chapter, lançado em outubro de 2014, após 6 anos sem um álbum de estúdio, também deram uma nova cara para a apresentação.

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Como dissemos, certas atrações deveriam estar em todos os Rock in Rio, e o Slipknot é uma delas.

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