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O impacto do coronavirus no setor de turismo

Com a pandemia de coronavírus mantendo bilhões de pessoas em casa, um setor está passando por uma crise imediata: o de turismo. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, sem fins lucrativos, que representa o setor internacional contribuíram com US $ 8,8 trilhões para a economia global em 2018 e foram responsáveis por 10,4% de toda a atividade econômica. O conselho estima que viagens e turismo são responsáveis por 319 milhões de empregos em todo o mundo.

Os números mostram que os Estados Unidos será um dos países que sofrerá as maiores perdas – em grande parte por causa do tamanho da economia. Entidades de turismo estão reunindo esforços e criatividade para seguir adiante. Por exemplo, a  NYC & Company, organização oficial de marketing de destino dos cinco distritos da cidade de Nova York – em parceria com o Departamento de Assuntos Culturais e o Gabinete de Mídia e Entretenimento do prefeito – está destacando maneiras de experimentar virtualmente o cenário cultural icônico da cidade, para aqueles que podem estar buscando uma fuga da atual situação global do Covid-19. O recurso para essas informações, nycgo.com/virtualnyc, será atualizado regularmente durante esse período.

“Durante esse período  a comunidade de turismo da cidade de Nova York oferecerá um amplo tour virtual das mais famosas atrações culturais e turísticas.  Incentivamos os nova-iorquinos e os possíveis viajantes a mostrar apoio e abraçar o escapismo através das ofertas on-line atualmente disponíveis das atrações, museus, locais de artes cênicas da cidade e além ”, disse o presidente e CEO da NYC & Company, Fred Dixon.

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“A cidade de Nova York abriga a comunidade de artes e entretenimento mais talentosa, comprometida e diversificada do mundo, que continua a encontrar maneiras de nos inspirar, mesmo nos momentos mais difíceis”, disse Anne del Castillo, Comissária do Escritório de Mídia e Entretenimento do prefeito.

No entanto, para os profissionais que vivem de turismo as previsões não são boas. Com pacotes sendo cancelados pela incerteza do que estará por vir, empregados estão com medo da quebra  desenfreada das empresas, o que poderia terminar com a prestação dos serviços ou o cancelamento de pagamentos.

A paulista Beatriz Salles, que mora na California desde 2001,  começou a carreira no Brasil há 20 anos atrás, passando por Hong Kong,  porém foi nos EUA que ela ampliou suas qualificações no setor do turismo internacional. 

“Trabalho com grupos grandes, pacotes de famílias e tours multilíngue em até 5 idiomas. Sou especializada na Costa Leste e Oeste dos Estados Unidos, Canada, Itália e Cuba além de outros roteiros, eventos e viagens corporativas”, conta.

Porém, no momento Beatrice esta tendo que lidar com cancelamento de tours, reembolsar  todos os pagamentos adiantados e a perda de vários trabalhos importantes em eventos e projetos nacionais e internacionais como, por exemplo, a palestra na Sede das Nações Unidas em Nova York. 

Ela acredita que o setor do turismo será o mais prejudicado, pois mesmo quando a crise do vírus melhorar e passar o perigo mais eminente, ainda terá que recuperar parte de confiança para viagens, além de aguardar que as companhias aéreas voltem à normalidade, as fronteiras comecem a abrir e os hotéis e restaurantes se recuperem. 

Já para o setor de turismo brasileiro ela prevê que as demissões serão enormes e os salários sofrerão uma redução. Então, solucionando o problema da saúde, vamos ter ainda o problema econômico. 

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“Quanto mais tempo durar a pandemia, maior será o tempo necessário para a recuperação. Com relação a outros setores, o turismo demorará mais ainda para retomar o crescimento, pois as famílias tendem a abraçar despesas essenciais de forma prioritária”, explica. 

Sobre o Brasil, Beatrice faz um apelo. “E triste não poder fazer nada pelo nosso país neste momento e só posso ter a esperança de que os brasileiros consigam respeitar as regras da Organização Mundial de Saúde de  confinamento e isolamento sem terem que sofrer consequências piores”, finaliza Beatrice de Salles.  

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