Cultura & Entretenimento

Pernambuco invade o MAR da Cidade Maravilhosa

 

Pernambuco Experimental traça um panorama da produção da arte experimental no estado entre as décadas de 1920 e 1980, quando Pernambuco foi palco de investigações artísticas que romperam fronteiras de linguagens e regionalismos. Com curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff, a exposição ocupará 600 m² do MAR com cerca de 450 obras – entre pinturas, desenhos, fotografias, vídeos, músicas, performances e documentos desse período. Na programação estão previstos ainda uma mostra de filmes, um ciclo de debates e o lançamento de um livro.

A exposição integra uma tríade de mostras sobre importância da produção artística no estado, que teve início com Pernambuco Moderno (Instituto Cultural Bandepe, Recife, 2006), se desenvolveu em Zona Tórrida (Santander Cultural, Recife, 2012), e se complementa com Pernambuco Experimental. Com essa montagem, o MAR pretende apresentar essa significativa experimentação ao público brasileiro e internacional a partir de um rico apanhado do que foi esse período histórico para a arte pernambucana.

Desde o princípio do século XX, em resposta ao processo de industrialização e internacionalização o qual atravessava a economia local, artistas passaram a produzir conectados com os desafios e debates da cena internacional da arte. Poetas, pintores, fotógrafos, cartunistas, arquitetos, dramaturgos, editores e designers foram alguns dos responsáveis por essa efervescência cultural que ficou evidente em revistas, congressos, textos e obras. Com a atuação de nomes como Vicente do Rego Monteiro, Cícero Dias, Joaquim Cardozo, João Cabral de Melo Neto, Aloísio Magalhães, Gastão de Holanda, O Gráfico Amador, Hermilo Borba Filho, José Cláudio, Jommard Muniz de Brito, Paulo Bruscky, Daniel Santiago, Montez Magno, grupo Vivencial Diversiones, grupo Ave Sangria e Lula Cortes, entre tantos outro, é possível vislumbrar um riqueza experimental que, sobretudo nas décadas de 50, 60 e 70, encontra um momento de profícua radicalidade.

Montez Magno - Cidaddes Imaginarias | Daniel Santiago - O Brasil é meu abismo | Phetus

Montez Magno – Cidaddes Imaginarias    |    Daniel Santiago – O Brasil é meu abismo    |    Phetus

Pernambuco Experimental coloca em evidência a inseparável conexão entre a história e o contemporâneo, cujas implicações precisam ser constantemente pensadas e relidas. Para reforçar o conteúdo da mostra, um livro homônimo será lançado por meio de projeto apresentado ao Funcultura, com o apoio do Governo de Pernambuco. Fartamente ilustrado e com ensaios inéditos dos curadores da exposição, críticos convidados e artistas pernambucanos, o livro se constitui como um documento fundamental sobre a história da arte do estado. Com projeto gráfico de Raul Luna, a obra bilíngue (português e inglês) será também uma vitrine do caráter experimental das artes gráficas do estado, que se estende à contemporaneidade por meio de um design arrojado e de notável consciência espacial.

Pernambuco Experimental
De 10 de dezembro a 30 de março de 2014

Museu de Arte do Rio
Praça Mauá, número 05 – Centro
Telefone: (21) 3031-2741
www.museudeartedorio.org.br
info@museudeartedorio.org.br
www.twitter.com/museuarterio
www.facebook.com/museudeartedorio

Marcação e agendamento de visitas
agendamento@museudeartedorio.org.br

Pernambuco-Experimental

VISITAS ÀS EXPOSIÇÕES:?

Horário de visitação: Das 10h às 17h
Aberto de terça a domingos, e feriados.
Fechado às segundas-feiras

Ingressos
R$ 8,00 | R$ 4,00 meia-entrada
Meia-entrada: estudantes de escolas particulares (Ensino Fundamental e Médio) e universitários.
O Museu é gratuito às terças-feiras para o público em geral.

De quarta a domingo, gratuidade para os seguintes grupos (todos precisam apresentar documentação comprovativa):

· Alunos da rede pública de Ensino Médio e Fundamental;
· Crianças com até 5 anos de idade;
· Pessoas com mais de 60 anos;
· Professores da rede pública;
· Membros do ICOM e profissionais de museus;
· Grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa (mais informações pelo telefone abaixo).

Para evitar acidentes, antes de entrar no espaço expositivo, guarde seus pertences nos guarda-volumes do Museu. É permitido visitar as exposições com itens cujo tamanho não exceda 35 centímetros. Os guarda-volumes devem ser utilizados também para acondicionar guarda-chuvas, brinquedos, tripés fotográficos e objetos pontiagudos. Na visitação é permitido que crianças com até 3 anos levem seus brinquedos, desde que sejam de borracha e de pequenos formatos.

Não é permitida a entrada de animais no Museu. Apenas cães-guias acompanhados de seus donos poderão circular nos espaços da Escola do Olhar e do Pavilhão de Exposições.

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