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5 mitos sobre o coronavírus que fizeram barulho em 2020

Divulgação de fake news sobre o covid-19 (o novo coronavírus) leva pânico a diversos países

O ano de 2020 começou com uma preocupação: o surto de uma doença potencialmente fatal na China, causada por uma família de vírus chamado coronavírus, que já era conhecido pelos cientistas, mas não por infectar humanos. Com potencial fatal, o novo agente pode causar pneumonia e já fez vítimas ao redor do planeta, tendo chegado recentemente ao Brasil.

Batizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de COVID-19, a infecção causada por coronavírus gerou diversas especulações e fake news. Uma delas tem a ver com o clima, pois foi divulgado nas redes sociais que o clima frio reduz as chances de contaminação, sendo que é exatamente o oposto. 

Os infectologistas destacam que vírus gostam do inverno por conta do ar frio e seco, e sua disseminação é favorecida justamente porque nessas condições as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas e em locais fechados.

O fato de estarmos vivendo um verão úmido, dificulta um pouco que a doença se espalhe, quando comparado a países do hemisfério norte que, neste período, vivem a temporada de inverno.

No que acreditar?

Muitas inverdades têm sido divulgadas por aí, levando pânico às pessoas. O Ministério da Saúde criou até uma página para divulgar o que é mito ou verdade em relação ao Coronavírus, a fim de tranquilizar a população.

Nela há notícias relacionadas a boatos, como o de que a China cancelou todos os embarques de produtos até o mês de março, descoberta de cura na Tailândia, chá de abacate com hortelã para prevenir a doença e assim por diante.

Antes de repassar qualquer informação sobre a doença — ou qualquer outro assunto — é sempre recomendável ter bom-senso. Não importa se vai ser enviado apenas no grupo da família no WhatsApp ou postado na página pessoal apenas para amigos. Avalie se a notícia é proveniente de uma fonte realmente confiável e oficial. Na dúvida, não a repasse.

Cinco mitos

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) também fez uma reportagem sobre os mitos e verdades que vale a pena ser consultada. Abaixo, alguns dos tópicos abordados:

  1. Usar máscara evita o contágio do COVID-19: O acessório protege, mas não evita, pois, o vírus pode ser contraído pelo contato das mãos com superfícies contaminadas em até 24 horas após a eliminação do coronavírus;
  2. Cães e gatos podem transmitir o coronavírus: Não há qualquer evidência de que animais domésticos transmitam o vírus, mas é recomendado higienizar as mãos após brincar com os pets;
  3. Encomendas vindas da China vão transmitir o coronavírus: Não há com o que se preocupar! O vírus sobrevive, no máximo, 24 horas fora do corpo humano e não há como chegar vivo ao país por meio das correspondências;
  4. Chá de camomila previne a doença: O uso de chás ajuda a hidratar o organismo e aliviar os sintomas do COVID-19, como em qualquer resfriado, mas não previne nem trata a enfermidade. Até o momento, não há vacina ou tratamento específico para o problema,
  5. Coronavírus causa pneumonia imediata: Os principais sintomas da doença são parecidos com os de um resfriado comum — febre, tosse, cansaço, dor no corpo e dificuldade para respirar. Em pacientes debilitados ou com baixa imunidade, a doença pode evoluir para uma pneumonia, mas não é uma certeza de que vai acontecer e nem que todo paciente com pneumonia causada pelo COVID-19 irá morrer.

Prevenir para não remediar

Assim como aconteceu há alguns anos com o vírus H1N1, é preciso evitar a contaminação da doença, e isso é feito de uma forma bastante simples: mantendo bons hábitos de higiene.

Lavar bem as mãos é fundamental! Não basta passar água rapidinho. O indicado é cantar “Parabéns a você” duas vezes enquanto higieniza mãos, dedos e unhas, sem deixar de lado os vãos entre os dedos, punhos, etc. 

Na impossibilidade de usar água e sabão, o álcool gel 70% é um aliado que pode ser levado na bolsa, no bolso, na mochila, etc. Também é indicado cobrir a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, para não disseminar o vírus por aí. Essas são recomendações para qualquer vírus e não apenas para o COVID-19.

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