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Arte moderna: Principal coleção de Portugal está ameaçada

Leilão de obras de arte tem colocado em risco acervo português de grandes nomes da arte mundial

Um dos museus mais visitados de Portugal, com uma coleção de arte moderna que inclui alguns dos maiores nomes da arte mundial – como Joan Miró, Pablo Picasso e Piet Mondrian, o Museu Berardo está com seu futuro ameaçado. Isso acontece porque há um imbróglio judicial devido às dívidas do criador do museu, Joe Berardo.

Aos 75 anos, o empresário português possui uma dívida que está acumulada em € 1 bilhão, ou seja, cerca de R$ 4,4 bilhões. Esse débito deverá ser pago a três instituições bancárias, que entraram na Justiça para conseguir apreender judicialmente os bens de Berardo para garantir o pagamento da dívida. O parecer do juiz foi favorável aos bancos, que poderão tomar cerca de 2,2 mil obras de arte pertencentes ao museu.

Joe Berardo é uma das figuras mais excêntricas entre os portugueses por possuir hábitos muito luxuosos, mas recentemente ele tem sido lembrado no país como um símbolo das más práticas do sistema bancário. O caso chegou ao Parlamento português, onde Berardo teve de responder às perguntas de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Arte moderna

Obras devem ir a leilão

Entre as principais obras que poderão ser atingidas pela decisão, indo a leilão para o amortecimento da dívida, estão 862 obras que são expostas no Museu Berardo. A instituição tem um acordo com o governo, permitindo que as obras sejam expostas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, até 2022.

Enquanto essa batalha judicial está em andamento, as obras devem continuar no mesmo local. Com isso, turistas e moradores continuarão tendo acesso. A possibilidade de que as obras deixem de ficar em Portugal tem feito com que muitas pessoas aproveitem o momento para visitar o museu.

Porém, nos bastidores do museu, as especulações sobre a venda das peças mais valiosas está cada vez mais forte.

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Peças de alto valor

Entre as peças de alto valor da coleção de Berardo estão telas de artistas modernistas e de arte-contemporânea, como Andy Warhol, Marcel Duchamp, Yves Klein, além de grandes artistas portugueses, como Paula Rego e Maria Helena Vieira da Silva.

Apesar de ser difícil estimar um valor exato para essas obras, especialistas apontam que algumas delas podem ultrapassar os milhões de euros. A tela “La Cohorte Invencible”, de Giorgio De Chirico, pintada em 1928, foi avaliada em € 2 milhões em 2006. Hoje em dia o valor pode estar ainda maior.

Outra tela de muito sucesso, “Figure à la Bougie”, de Joan Miró, foi pintada pelo espanhol em 1925, e já foi avaliada em € 5 milhões por casas de leilões internacionais.

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