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Rock in Rio confirma nomes nos palcos Mundo e Sunset

Rock in Rio anuncia novos artistas para os palcos Mundo e Sunset nos dias 7, 11 e 12 de setembro, com estreias internacionais e encontros inéditos da música brasileira

Rock in Rio confirma nomes

O Rock in Rio anunciou novos artistas e completou a programação dos palcos Mundo e Sunset para os dias 7, 11 e 12 de setembro. A atualização do line-up reúne estreias internacionais, encontros inéditos e apresentações pensadas especificamente para o festival, um formato que, ao longo dos anos, se tornou marca da curadoria do evento.

Mais do que simplesmente anunciar atrações, o festival reafirma um movimento que se consolidou nas últimas edições: o diálogo entre diferentes circuitos da música global. K-pop, reggaeton, funk carioca, soul norte-americano e diferentes vertentes da música brasileira aparecem lado a lado. Essa convivência não acontece por acaso. Ela reflete o modo como o público consome música hoje, em playlists e plataformas digitais que dissolvem fronteiras entre gêneros e geografias.

No dia 11 de setembro, o Palco Mundo será aberto pelo grupo sul-coreano NEXZ, que fará sua primeira apresentação no Brasil. A presença do grupo marca a entrada mais direta da nova geração do K-pop no festival.

Em poucos meses, o grupo passou a aparecer em listas internacionais de artistas emergentes e ampliou sua presença no mercado japonês e coreano. A chegada ao Brasil ocorre num momento em que o país já figura entre os grandes consumidores globais de música pop asiática.

Já no dia 12 de setembro, o Palco Mundo recebe dois artistas que representam movimentos distintos da música pop contemporânea.

O colombiano J Balvin sobe ao palco como um dos principais nomes da música latina global. Nascido em Medellín, o cantor acumulou mais de 35 milhões de discos vendidos e construiu uma sequência de sucessos que dominaram as paradas internacionais. 

Antes dele, quem abre a programação do palco é o brasileiro Pedro Sampaio. DJ, produtor e cantor, ele construiu carreira combinando funk carioca com pop e música eletrônica. Seu álbum de estreia, “CHAMA MEU NOME”, entrou no Top 10 global do Spotify e acumula centenas de milhões de reproduções.

O dia 7 de setembro no Palco Sunset será dedicado aos compositores. A abertura da programação ficará por conta de Vanessa da Mata, que convida Rubel para um encontro inédito no festival.

O cantor e compositor Rubel se destacou por combinar MPB, samba, rap e R&B, explorando narrativas pessoais e experimentações sonoras. Seus discos alternam arranjos minimalistas e produções mais elaboradas, mantendo o foco na força da palavra.

No dia 11 de setembro, o Palco Sunset reúne artistas que vêm consolidando novas direções na música brasileira.

O cantor e produtor norte-americano PJ Morton, vencedor de seis prêmios Grammy e integrante da banda Maroon 5, apresenta um show acompanhado por sua banda completa. Conhecido por transitar entre soul, gospel e R&B contemporâneo, Morton também desenvolve projetos autorais em sua própria gravadora.

A programação inclui ainda encontros criados especialmente para o festival. O trio Os Garotin recebe a rapper Duquesa em um espetáculo que mistura soul, rap e referências dos bailes black. Já Jota.pê divide o palco com Luedji Luna e Zaynara, três artistas que vêm ampliando o diálogo entre MPB, jazz, música afro-brasileira e sonoridades amazônicas.

Rock in Rio confirma nomes

No dia 12 de setembro, o Palco Sunset apresenta um encontro entre diferentes gerações da música brasileira. O trio Gilsons convida Daniela Mercury e o grupo Olodum para um espetáculo que conecta herança familiar, carnaval baiano e a força histórica da percussão afro-brasileira.

Outro destaque da noite será o show que reúne Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago. O projeto nasceu de um encontro em estúdio em Lisboa e se transformou em um álbum colaborativo gravado entre Brasil e Portugal.

O trabalho explora a circulação cultural da diáspora africana no Atlântico. Rap, jazz, MPB e música afro-lusófona aparecem no mesmo repertório, conectando trajetórias, territórios e memórias musicais.

Desde a primeira edição, em 1985, o Rock in Rio funciona como um retrato das transformações da indústria musical. O festival que nasceu associado ao rock tornou-se, ao longo das décadas, um espaço onde diferentes linguagens da música popular global se encontram.

A nova rodada de anúncios reforça essa lógica. Artistas de circuitos culturais distintos dividem o mesmo palco e dialogam com públicos igualmente diversos.

Não se trata apenas de programação musical. Há também um reflexo claro das mudanças culturais que atravessam o consumo contemporâneo de música mais conectado, mais híbrido e cada vez menos limitado por fronteiras de gênero ou nacionalidade.

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