Variedades & Tecnologia

Rock in Rio 2026 revela novidades e experiências além dos shows

Com Foo Fighters como headliner exclusivo e novas experiências na Cidade do Rock, edição 2026 do Rock in Rio amplia o festival como evento cultural e turístico

Rock in Rio 2026

O Rock in Rio começou a revelar os primeiros detalhes de sua edição de 2026 sinalizando um movimento que vai além do anúncio de atrações. Em evento realizado esta tarde, o festival confirmou a banda Foo Fighters como headliner do dia 4 de setembro — em apresentação exclusiva no Brasil — e apresentou mudanças que reforçam a proposta de transformar a Cidade do Rock em uma experiência cultural mais ampla.

A própria coletiva já indicava esse direcionamento. Em vez de um anúncio tradicional, jornalistas e convidados acompanharam uma encenação inspirada nos bastidores do festival, com músicos, bailarinos e estrutura audiovisual que simulava o processo de criação do evento. A proposta foi mostrar algo que raramente aparece para o público: a engrenagem humana por trás de um festival que mobiliza cerca de 32 mil profissionais entre produção, cenografia, tecnologia e logística.

Mais do que espetáculo, o gesto revela como o Rock in Rio passou a enfatizar o processo criativo tanto quanto o resultado final — uma mudança alinhada ao interesse crescente do público por experiências que vão além do palco.

A confirmação do Foo Fighters marca o segundo Dia do Rock da edição e reforça a permanência do gênero como parte da identidade histórica do festival. Liderada por Dave Grohl, a banda retorna ao evento sete anos após uma apresentação frequentemente lembrada entre as mais intensas das últimas edições.

Com mais de três décadas de carreira e 15 prêmios Grammy, o grupo mantém um raro alcance entre diferentes gerações de fãs. Em um cenário musical cada vez mais fragmentado, nomes com repertório consolidado seguem funcionando como ponto de encontro coletivo, elemento central para festivais de grande escala.

A estratégia de apresentações exclusivas no país também reforça o papel do Rock in Rio como motivador de viagens, atraindo público de diferentes regiões e consolidando o evento como parte do calendário turístico nacional.

O mapa oficial divulgado pela organização aponta para uma edição mais imersiva. O Palco Mundo ganhará cenografia inédita, totalmente revestida por painéis de LED de alta definição, enquanto o espaço New Dance Order, dedicado à música eletrônica, surge ampliado e receberá o DJ britânico Fatboy Slim como headliner em 7 de setembro.

As mudanças acompanham uma tendência observada em grandes festivais internacionais: criar ambientes onde o público permanece e circula ao longo do dia, combinando música, arquitetura efêmera e tecnologia visual.

A gastronomia também assume papel mais central. A Gourmet Square terá curadoria do chef Pedro Siqueira, indicando como a experiência culinária deixou de ser apenas apoio logístico para integrar a proposta cultural do evento.

Marcado para acontecer nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro de 2026, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, o Rock in Rio deve novamente impulsionar o turismo e a economia local. A organização estima impacto superior a R$ 3 bilhões no estado, resultado da circulação de visitantes e da ativação de diferentes setores da economia criativa.

Ao abrir seus bastidores já no primeiro anúncio, o festival sinaliza uma mudança sutil de narrativa: mais do que apresentar atrações, passa a compartilhar o processo que sustenta a experiência. A Cidade do Rock continua sendo temporária, mas o modo como ela mobiliza pessoas, trabalho e cultura ajuda a explicar por que o evento permanece relevante mais de quarenta anos depois de sua criação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.